Bela, rica, intelectual, democrática, viva, esportiva, cultural, sentimental, romântica, moderna, séria, extrovertida, profissional. Afinal, o que define São Paulo? Não há absolutamente nenhum adjetivo que consiga decifrar com exatidão o que representa uma das Meg acidades do mundo.
Minuciosamente desenhada por multinacional idades, culturas, crenças, formações e ideais, a grande metrópole bandeirante é verdadeiramente cosmopolita, por vocação e adoção. É italiana, alemã, judaica, portuguesa, japonesa, chinesa, francesa, africana, árabe, espanhola, latina, brasileira, paulistana. Estas e outras tantas faces estão presentes na arquitetura dos prédios, nas ruas, no paladar refinado de suas sugestões gastronômicas e nos trajes e trejeitos de uma gente que não pára, dia-a-dia escrevendo valorosamente a história da cidade.
Podemos descrever a grandeza paulistana de muitas maneiras. Destacando que ela abriga o maior complexo hoteleiro da América Latina, o mais completo centro hospitalar do país e concentra em seu território o maior pólo cultural brasileiro. É ainda uma das capitais internacionais da
gastronomia, destino fixo de grandes eventos, feiras e exposições mundialmente reconhecidas, sede de centros acadêmicos e de pesquisas conceituados, entre outras tantas referências.
A capital paulista é um dos poucos lugares capazes de mesclar harmoniosamente modernidade e história. Já foi palco de acontecimentos marcantes que envolvem desde as margens do Ipiranga, passando por revoluções políticas, culturais e protestos em favor da democracia. Abriga centenas de cinemas, museus, teatros, áreas de patrimônio histórico-cultural, parques, casas de espetáculos, parques temáticos, restaurantes, bares, hotéis, espaços para eventos, feiras, shopping centers, ruas de comércio especializado.
A cada ano, cerca de 10 milhões de visitantes vêm à cidade para alavancar os negócios ou estreitar contatos profissionais, fazer compras ou aproveitar um calendário cultural antenado com o que se faz no mundo. Estar em São Paulo é vivenciar uma metrópole 24 horas, com estilo de vida que conjuga trabalho e lazer como se fossem duas faces da mesma moeda. Capital de um Estado do tamanho do Reino Unido, com uma população próxima à da Espanha e que gera quase metade da economia brasileira, São Paulo tornou-se também o primeiro destino turístico do país. Por isso, enchemos o peito com orgulho para lhe fazer um convite:
Venha a São Paulo,
É Tudo de Bom!
Veja um pouco do que a cidade de São Paulo pode oferecer:
1° - 30 programas imperdíveis em São Paulo
São Paulo é uma cidade antenada, de vanguarda, geradora de tendências, estilos e costumes. Capital dos negócios, da cultura, do entretenimento e da gastronomia na América Latina, é uma cidade global, formada por pessoas de mais de 70 diferentes nacionalidades e descendências. Por toda essa grandiosidade e diversidade, há incontáveis passeios possíveis na cidade, todos com diversão garantida.
Mas alguns deles são realmente imperdíveis. Separamos 30 programas para você não ficar de fora do melhor de São Paulo. Confira nossas sugestões.
- Comer sanduíche de mortadela e pastel de bacalhau no Mercado Municipal;
- Conferir os Cantos Gregorianos do Mosteiro de São Bento;
- Assistir a um concerto na Sala São Paulo ou no Teatro Municipal
- Apreciar a vista da Torre do Banespa;
- Assistir à montagem de um musical da Broadway numa das casas de espetáculos;
- Fazer um roteiro de compras entre a Rua 25 de Março, os bairros do Brás e do Bom Retiro;
- Jantar no Terraço Itália apreciando a vista em 360º de São Paulo;
- Visitar um dos grandes museus da cidade, como Masp e Museu do Ipiranga;
- Curtir os bares da Vila Madalena e as baladas da Vila Olímpia;
- Visitar o Parque do Ibirapuera e suas atrações;
- Fechar a noite numa das inúmeras padarias 24 horas da cidade;
- Caminhar à noite pela Avenida Paulista;
- Visitar o diferente Museu da Língua Portuguesa e a incrível Pinacoteca, ambos na Luz;
- Conhecer centenas de espécies de animais no Zoológico e dar uma esticada até o Jardim Botânico;
- Conferir o cardápio de uma das cantinas do Bixiga;
- Visitar a rota das grandes grifes internacionais na rua Oscar Freire e no Shopping Iguatemi;
- Tomar um chá no restaurante Skye, do Hotel Unique;
- Assistir a um páreo no Jockey Club;
- Subir no Pico do Jaraguá;
- Passar um dia relaxando em um dos vários spas, com direito a banho de ofurô e massagem relaxante;
- Visitar as feiras da Liberdade e da Praça Benedito Calixto;
- Ir a uma das 1500 pizzarias da cidade;
- Conferir uma corrida no Autódromo de Interlagos;
- Assistir a um jogo no Estádio do Pacaembu;
- Passear em umas das mega livrarias de São Paulo, como a Cultura, do Conjunto Nacional, e a Fnac, na Paulista
- Visitar uma das centenas de exposições da cidade;
- Tomar um café em uma das cafeterias internacionais, como Havana e Starbucks;
- Passear pelo Centro Histórico, passando pelo Pateo do Collegio, Largo São Francisco, Marco Zero e Catedral da Sé
- Visitar uma grande feira em um dos centro de convenções paulistanos, como o Parque Anhembi;
- Participar de um ensaio em uma quadra de escola de samba.
2° - Arquitetura
São Paulo é uma cidade antenada, geradora de tendências, marcada pelo seu estilo ousado e inovador. Isso também se retrata nos projetos arquitetônicos que se integraram à paisagem da metrópole.
Em seus 455 anos, acumulou verdadeiras obras-primas, desde as mais antigas construções em taipa de pilão, como do Pateo do Collegio (que foi reerguido, mas ainda conserva uma das paredes nesse estilo) e o Museu de Arte Sacra, até os modernos, incluindo o Museu de Arte de São Paulo (Masp), o Museu Brasileiro de Escultura (Mube), o Hotel Unique e o Instituto Tomie Ohtake, de Ruy Ohtake, além das obras de Oscar Niemeyer, como o Edifício Copan, o Memorial da América Latina e as belezas do Parque do Ibirapuera (Oca, Auditório, Marquise, etc).
Os estilos europeu, renascentista e eclético também marcaram muitos projetos na cidade. É o caso da Estação Júlio Prestes (onde está a Sala São Paulo), da Estação da Luz, do Museu Paulista (Museu do Ipiranga, o primeiro edifício de tijolos paulistano), Palácio dos Bandeirantes e Pinacoteca, cujo projeto é de um dos mais ilustres moradores da capital, Ramos de Azevedo, que também projetou o Theatro Municipal e a Casa das Rosas.
Existem também outros belos exemplos de construções do tempo do Brasil colônia, como o Solar da Marquesa de Santos, a Casa do Sertanista e a Casa do Bandeirante, e pontos com grande concentração de belezas arquitetônicas, entre eles as avenidas Paulista e Berrini e o Centro Histórico da cidade. Isso sem falar da arquitetura religiosa, boa parte nos estilos gótico, barroco e bizantino, como a Catedral da Sé e a Igreja da Consolação, o Largo São Francisco e o Mosteiro de São Bento.
Esses e centenas de outros exemplos arquitetônicos fazem de São Paulo um lugar também para se contemplar.
3° - Arquivo do Estado
No bairro de Santana estão armazenadas relíquias que contam a história paulista. O Arquivo do Estado é a instituição mais antiga de São Paulo. Lá é possível encontrar documentos ligados aos porões da ditadura militar que pertenciam ao extinto Departamento de Ordem Política Social (Deops) e impressos em papéis particulares de ex-governadores e ex-presidentes, como Júlio Prestes, Washington Luis e Ademar de Barros, além de fotos do Militão Azevedo, considerado um dos mais importantes fotógrafos brasileiros da segunda metade do século XIX, entre outras preciosidades.
Criada em 1721, a instituição tinha por objetivo inicial recolher, tratar e disponibilizar ao público todo o material de caráter histórico produzido pelo poder executivo. A partir de 1891, começou a armazenar também documentos procedentes tanto das secretarias de Estado, quanto do Poder Judiciário, além de cartórios e de natureza privada, o que enriquece o “estoque” e ajuda no resgate da memória paulista.
Com a idéia de desenvolver dezenas de projetos ligados à preservação e divulgação do seu acervo, além de contribuir para a formação de acadêmicos, a administração do Arquivo do Estado mantém convênios e parcerias com universidades, instituições de pesquisa, Ministério Público Estadual, Imprensa Oficial, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) e Associação de Arquivistas de São Paulo, o que garante uma preocupação em trazer informações importantes, curiosas e, até mesmo, desconhecidas do público em geral.
Atualmente o Arquivo Público do Estado, um dos maiores do País, é uma das Coordenadorias da Secretaria Estadual de Cultura, com dois departamentos e quatro divisões. O edifício-sede é constituído de três prédios que abrigam o salão de atendimento, 14 depósitos para acervo, laboratórios, salas de trabalho e de aula, galeria de exposições, teatro com mais de 100 lugares e palco externo. A biblioteca de apoio à pesquisa possui 39 mil volumes e o núcleo da Biblioteca Estadual tem mais de 25 mil livros. O estabelecimento conta ainda com uma hemeroteca (acervo de jornais), uma mapoteca, acervo iconográfico com cerca de 1 milhão de imagens, milhares de rolos de microfilmes e aproximadamente 25 mil metros lineares de documentação textual.
Serviço:
Arquivo do Estado
Rua Voluntários da Pátria, 596 - Santana - São Paulo (Metrô Tietê)
Tel.: (11) 2221-4785
Site: www.arquivoestado.sp.gov.br
E-mail:
consulta@arquivoestado.sp.gov.br
Horário: De terça a sábado, das 9h às 17h
Grátis
4° - Avenida Paulista
A famosa Avenida Paulista se tornou ícone máximo dos paulistanos. Como um dos pontos turísticos mais característicos da capital, sua grandiosidade diferencia São Paulo das outras cidades do Brasil e do mundo.
Difícil é imaginar que a região, em meados de 1782, era apenas uma grande floresta denominada Caaguaçu (“mato grande” em tupi) pelos índios. Era ali, atravessando o sítio do Capão, que a estrada da Real Grandeza cortava a vegetação grossa com uma pequena trilha. Quando o engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio Borges, juntamente com dois sócios, comprou a área, começou a trabalhar na sua urbanização de forma inovadora, criando grandes lotes residenciais. Em 8 de dezembro de 1891 foi inaugurada a primeira via a ser asfaltada e a primeira arborizada. A população da cidade não passava de 100 mil habitantes quando a Avenida Paulista ficou pronta.
Seu desenvolvimento prosseguiu com a inauguração do Parque Villon, em 1892. Anos mais tarde o nome foi alterado para Siqueira Campos e, em seguida, para Parque Trianon, como permanece. Sua área verde é remanescente da Mata Atlântica e ele apresenta espécies nativas e diversas esculturas.
Em 1903, empresários paulistas fundaram o Instituto Pasteur de São Paulo. Direcionado para a pesquisa do vírus rábico, desde o início está instalado no mesmo edifício. O Sanatório Santa Catarina, primeiro hospital particular da cidade, foi construído em 1906. Atualmente a região abrange um dos maiores complexos hospitalares do mundo.
Na década de 50, as construções residenciais, com seus estilos variados, começaram a ceder lugar aos edifícios comerciais. Um dos marcos da arquitetura moderna foi a inauguração do Conjunto Nacional, em 1956.
A região atraiu muitos investimentos por estar bem localizada e possuir grande infra-estrutura. Todo esse interesse consolidou a avenida como o maior centro empresarial da América Latina. Devido à grande quantidade de sedes de empresas, bancos e hotéis, a Paulista recebe milhares de turistas de negócios todos os dias.
Além da vocação econômica, oferece rica variedade de programas culturais. O Masp (Museu de Arte Moderna Assis Chateaubriand), inaugurado em 1968, possui o acervo da arte ocidental mais significativa dos países latinos. A Casa das Rosas foi concebida em 1953 por Ramos de Azevedo nos padrões do classicismo francês. A galeria de arte hoje é tombada por seu valor histórico. Essas pérolas culturais e tantos outros cinemas, teatros, centros culturais e cafés garantem um passeio repleto de opções. As pessoas que circulam por toda sua extensão (2,8 Km), tanto utilizando o metrô, como ônibus ou caminhando, encontram diversos restaurantes e lanchonetes e conhecem os magníficos prédios e obras que se espalham por ali.
A Associação Paulista Viva foi criada no final da década de 80 com o objetivo de preservar a imagem do símbolo de São Paulo e melhorar a qualidade de vida de todos que frequentam a mais famosa via da cidade.
Serviço:
Parque Tenente Siqueira Campos - Trianon
Rua Peixoto Gomide, 949 - Cerqueira César - Centro - São Paulo (Metrô Trianon - Masp)
Tel.: (11) 3289-2160
E-mail:
smma@prefeitura.sp.gov.br
Site: www.prodam.sp.gov.br/svma/parques/siqueira_campos/
Horário: De segunda a domingo, das 6h às 18h
Grátis
Museu de Arte de São Paulo (Masp)
Avenida Paulista, 1.578 - Cerqueira César - Centro - São Paulo (Metrô Trianon-Masp)
Tel.: (11) 3251-5644
E-mail:
comunicacao@masp.art.br
Site: www.masp.art.br
Horário: De terça a domingo, das 11h às 18h. Quinta, das 11h às 20h
Preço: R$ 15 (inteira) e R$ 7 (estudante com carteirinha e idosos)
Grátis para menores de 10 e maiores de 60 anos
Casa das Rosas
Avenida Paulista, 37 – Paraíso - Centro - São Paulo (Metrô Brigadeiro)
Tel.: (11) 3285-6986/3288-9447
E-mail:
contato@casadasrosas.sp.gov.br
Site: www.casadasrosas.sp.gov.br
Horário: De terça a domingo, das 10h às 18h
Grátis
Conjunto Nacional
Avenida Paulista, 2.073 - Cerqueira César - Centro - São Paulo (Metrô Consolação)
Tel.: (11) 3179-0190
E-mail:
ccn@ccn.com.br
Site: www.ccn.com.br
Horário: De segunda a sexta, das 7h às 22h. Sábado e domingo, das 9h às 22h
Grátis
5° - Banespão (Edifício Altino Arantes)
Símbolo da era progressista que atraiu milhares de imigrantes e migrantes para a cidade, o Edifício Altino Arantes - nome que recebeu na década de 80 e mantém até hoje -, conhecido como Prédio do Banespa, é uma atração imperdível para quem procura descobrir as proezas de São Paulo.
Construído a partir de 1939, está localizado no coração da cidade, próximo às ruas que no passado formavam o centro bancário do município: São Bento, XV de Novembro e Direita. Escolhido para sediar o Banco do Estado de São Paulo, o prédio demorou oito anos para ser finalizado. Foi Ademar de Barros, como governador eleito, que em 27 de junho de 1947 celebrou sua inauguração.
Situado no ponto alto do centro velho, a inspiração da arquitetura veio do famoso Empire State Building, em Nova York. Com 161,22 metros de altura, seus 35 andares, 14 elevadores, 900 degraus e 1.119 janelas, foi considerado nos anos 40 a maior construção de concreto armado do mundo. Por quase 20 anos foi o mais alto da cidade, identificado facilmente pelo seu logotipo luminoso. Mas o que garante ainda mais o seu sucesso é a torre. Sua altitude proporciona perspectivas impressionantes. Do alto do mirante, o raio de visão é de 360º e atinge 40 Km. De lá é possível ver a Serra do Mar, o Pico do Jaraguá, os prédios da Avenida Paulista e as principais construções do centro. O lugar é visitado mensalmente por cerca de 5 mil pessoas. O fascínio já começa pelo saguão, com o belíssimo lustre de cristal nacional em estilo decô-eclético, com 13 metros de altura, 10 mil peças de cristal e 1,5 tonelada, feito no formato do edifício.
O prédio foi privatizado em 2000 pelo grupo Santander-Banespa. A partir daí passou a abrigar um museu onde estão reunidos mais de 2 mil objetos que fazem parte da história de quase 100 anos de existência iniciados com cultura cafeeira do Brasil e que originou ali o Banco Hipotecário e Agrícola do Estado de São Paulo.
Serviço:
Banespão (Edifício Altino Arantes)
Rua João Brícola, 24 - Centro - São Paulo (Metrô São Bento)
Tel.: (11) 3249-7180
E-mail:
museusantander@santander.com.br
Horário: De segunda a sexta, das 10h às 17h
Grátis
6° - A Bolsa de Valores de São Paulo
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) inaugurou no dia 27 de setembro de 2006 um espaço para visitação do público em geral. O local onde antes funcionava o antigo pregão viva-voz foi todo remodelado e agora faz parte do circuito turístico do Centro Histórico de São Paulo. Quem passar por lá pode aprender sobre o funcionamento do estabelecimento com ex-operadores, conhecer a história do mercado de capitais no Brasil, além de ver peças de museu, como um telefone sem fio da década de 1980.
Transformado em uma escola high tech de investidores, o grande saguão tem agora painéis eletrônicos de última geração e um cinema 3D em uma sala circular com capacidade para 40 pessoas, onde há projeção de um filme de 20 minutos. A visita pode se estender também para a participação das palestras sobre o mercado de capitais e mesas para simulação de operações. Tudo para que o universo das ações se torne mais compreensível para os visitantes, sejam turistas ou estudantes.
A Bovespa existe há mais de 100 anos e fica no coração da capital. Representando um dos símbolos do capitalismo brasileiro, é o maior centro de negociação com ações da América Latina. Sua história está intimamente ligada ao desenvolvimento da economia do País. As visitas podem ser em grupo ou individuais e têm duração de duas horas. Aproveite a iniciativa e não deixe de incluir mais essa parada no seu roteiro.
Serviço:
Espaço Bovespa
Rua 15 de Novembro, 275 - Centro - São Paulo (Metrô São Bento)
Tel.: (11) 3233-2000
E-mail:
bdeo@bovespa.com.br
Site: www.bovespa.com.br/SalaImprensa.htm
Horário: De segunda a domingo, das 9h às 17h
Grátis
7° - Brás, Bom Retiro e Rua 25 de Março
Dentre os inúmeros programas para se fazer na cidade de São Paulo, ir às compras é uma das opções que não podem faltar no roteiro de visita. A metrópole reserva produtos provenientes de todo o mundo e tem os bairros do Brás e Bom Retiro e a Rua 25 de Março como as principais paradas para quem procura a capital com esse objetivo.
O Brás foi o primeiro pólo industrial da cidade e firmou-se desde então como um bairro operário, formado inicialmente por imigrantes italianos, portugueses e espanhóis. Depois vieram os gregos, libaneses e, mais recentemente, coreanos e bolivianos. Hoje, a região se caracteriza pelo comércio de roupas, principalmente nas imediações do Largo da Concórdia e da Rua Oriente. Segundo a Associação de Lojistas do Brás (Alobrás), o bairro com seus 3 Km de extensão e 55 ruas que abrigam seis mil estabelecimentos comerciais recebe diariamente entre 250 mil a 500 mil pessoas (em datas comemorativas) vindas de todo o Brasil e de vários lugares do mundo.
O Bom Retiro também é referência no quesito moda têxtil. A região, que abrigava chácaras para uso de finais de semana - daí o nome “Bom Retiro” - tornou-se, em 1828, passagem obrigatória dos ciclos de imigrantes que chegavam ao Brasil. Na década de 1950, a área ganhou força comercial ao longo dos seis quarteirões da Rua José Paulino, que até 1916 chamava-se Rua dos Imigrantes. Hoje as 1,2 mil lojas são atrações para quem acompanha as tendências e quer estar sempre na moda.
O Terminal 25 de Março é um dos principais pólos de recepção de visitantes de todo País. Localizado próximo à rua homônima, é porta de entrada para as três mil empresas, sendo 300 lojas de rua e 2,7 mil nos diversos edifícios, galerias e ruas próximas.A passagem pela Rua 25 de Março é a melhor pedida para as compras de bijuterias, brinquedos, objetos de decoração e outros acessórios para casa. Na Ladeira Porto Geral é possível encontrar lojas de fantasias, onde as noivas se divertem com as compras de adereços engraçados para animar suas festas de casamento.E para aproveitar bem o passeio, vale uma visita no Mosteiro de São Bento e no Mercadão, ambos bem próximos à Rua 25 de Março. O Mosteiro de São Bento, que abrigou em 2007 o Papa Bento XVI quando este visitou o país, é um passeio imperdível na cidade de São Paulo - a basílica tem lindas imagens e cantos gregorianos, que podem ser ouvidos de segunda a domingo. Já o Mercadão é referência nacional pela diversidade de aromas, cores e sabores de frutas, verduras, legumes, vinhos, queijos, chocolates, carnes, frutos do mar e aves e, claro, pelo famoso pastel de bacalhau e sanduíche de mortadela.
Serviço:
Brás - Metrô Brás - linha 2 (vermelha)
Associação dos Lojistas do Brás (Alobrás)
Tel.: (11) 2694-0823/2796-7861
Bom Retiro - Metrô Luz - linha 1 (azul)
Câmara de Dirigentes Lojistas do Bom Retiro (CDL)
Tel.: (11) 3361-9984/3361-4152
25 de Março - Metrô São Bento - linha 1 (azul)
União dos Lojistas da 25 de março e adjacências (Univinco)
Tel.: (11) 3313-2782/3326-1039
8° - Capela de São Miguel Arcanjo
A zona leste abriga o templo mais antigo da cidade de São Paulo. Sob a orientação do carpinteiro e bandeirante Fernão Munhoz, a Capela de São Miguel Arcanjo foi construída pelos índios guaianases em 1622. A igreja foi um dos primeiros prédios tombados pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (atual Iphan).
Em 1938, quase três séculos depois da sua construção, a Capela dos Índios (como é conhecida), descaracterizada e praticamente destruída, passou por um processo de revitalização. Foi um trabalho minucioso em busca de suas origens com o objetivo de manter a autenticidade de sua arquitetura e de seus elementos artísticos. Pinturas do período colonial paulista, arte barroca e traçados incas foram encontrados. A recuperação incluía ainda o resgate de peças e ornamentos de madeiras vendidos a antiquários.
E com a idéia de dar mais visibilidade ao local, a Praça Aleixo Monteiro Mafra, em frente, também foi restaurada. Implantou-se uma área ajardinada e foram retiradas construções que impediam a visão da igreja.
Para a preservação, houve um acordo com a sociedade em suspender o uso religioso. Optou-se em organizar visitações, com vitrines, painéis e placas, onde serão apresentadas pesquisas arqueológicas, história e influência dos povos da região (índios, jesuítas, franciscanos, colonizadores, imigrantes nordestinos), demonstração do processo de fabricação de cerâmica indígena, totens que tratam da arte de elementos como altares, púlpito, coro e pia batismal e acervo com imagens de santos, entre outros. O programa conta ainda com palestras e oficinas visando à conscientização da necessidade de preservar o bem tombado.
Serviço:
Capela de São Miguel Arcanjo
Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra, 11 - São Miguel Paulista
Tel.: (11) 2032-4160
9° - Catavento, Museu do Futebol e outros espaços interativos
São Paulo é uma cidade completa. A cada momento se reafirma como pólo latino-americano de cultura, com um cardápio repleto de atrações que vão desde espetáculos, casas noturnas, gastronomia mundial, a belezas naturais e dezenas de espaços verdes a céu aberto onde o bem estar e a prática de esportes são uma constante de segunda a segunda.
O que surge agora na capital para completar este variado leque de ofertas é um novo conceito de entretenimento: os espaços culturais modernos e, acima de tudo, muito interativos. Exemplos não faltam, como o recém-inaugurado Catavento Cultural e Educacional, uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, que apresenta ao público a ciência e os problemas sociais de um modo participativo e absolutamente criativo e lúdico.
Localizado no antigo Palácio das Indústrias, na região do Parque Dom Pedro – centro de São Paulo - o Catavento é dividido em quatro grandes seções: O Universo – do espaço sideral à Terra; a Vida – do primeiro ser vivo até o homem; o Engenho – as criações do homem e, por fim, a Sociedade – que mostra os problemas da convivência organizada. Uma viagem à descoberta, uma forma divertida de crianças e adultos aprenderem e reciclarem conhecimentos.
Outra experiência imperdível na cidade é, sem dúvidas, a visita ao Museu do Futebol. Montado na parte frontal do Estádio Paulo Machado de Carvalho – o Pacaembu - seus mais de 5 mil metros quadrados de inovação e tecnologia de última geração, narram, expõem e surpreendem seus visitantes com uma apresentação dinâmica incrível sobre a maior paixão do povo brasileiro.
Visitantes de todas as idades encontram uma razão para visitar o Museu do Futebol, o único no mundo com este conceito e sem ligação a nenhum clube específico de futebol. Só para citar como exemplo, de um lado encontram-se uniformes de épocas remotas e áudios de partidas históricas. De outro, projeções interativas que permitem a batida de um pênalti e mesas prontas para uma partida de pebolim em meio ao passeio.
Mas se o futebol é patrimônio nacional, é impossível negar que a língua portuguesa, unida às peculiaridades da história do Brasil, não ostente o mesmo status-quo. E dessa forma, o Museu da Língua Portuguesa, um dos mais visitados do país, apresenta de maneira inusitada as origens desse idioma tão singular. São três andares que misturam recursos audiovisuais, jogos eletrônicos didáticos e exposições itinerantes, dentre outras tantas atrações.
E, para fechar o universo mágico e moderno regado à interatividade paulistana, não podemos deixar de fora a já consagrada Estação Ciência. O lugar é uma viagem ao mundo do conhecimento científico. Trata-se de um centro de ciências interativo que realiza exposições e atividades em áreas como Astronomia, Meteorologia, Física, Geologia, Biologia, Tecnologia, entre outras.
Espaços imperdíveis, visitas que não podem deixar de ser feitas. Uma oferta que não é encontrada em nenhuma outra parte do país. Aproveite!
Serviço:
CATAVENTO CULTURAL E EDUCACIONAL
Site: www.cataventocultural.org.br
MUSEU DO FUTEBOL
Site: www.museudofutebol.org.br
MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
Site: www.museulinguaportuguesa.org.br
ESTAÇÃO CIÊNCIA
Site: www.eciencia.usp.br
10° - Catedral da Sé
Em 1913 iniciou a construção da Catedral como é hoje, elaborada pelo alemão Maximilian Emil Hehl, professor de Arquitetura da Escola Politécnica. O templo foi inaugurado em 25 de janeiro de 1954, na comemoração do 4º Centenário da Cidade de São Paulo, ainda sem as duas torres principais.A primeira versão da igreja foi instalada ali em 1591, quando o cacique Tibiriçá escolheu o terreno onde seria o primeiro templo da cidade construído em taipa de pilão (parede feita de barro e palha socados estruturados em toras). Em 1745, a "velha Sé", como era chamada, foi elevada à categoria de catedral. Por isso, neste mesmo ano inicia-se a edificação da segunda matriz da Sé no mesmo local da anterior. Ao lado dela, em meados do século XIII levanta-se a Igreja de São Pedro da Pedra. Em 1911, os dois templos foram demolidos para dar espaço ao alargamento da Praça da Sé e, finalmente, à versão atual da catedral. O monumento também teve a sua importância na vida política recente do País. Em tempos de despotismo militar, D. Agnelo Rossi (1964-1970) assumiu o arcebispado, inaugurando a fase da teologia da libertação e da opção preferencial pelos pobres. Desde 1970 sobressaiu-se a figura do cardeal arcebispo D. Paulo Evaristo Arns, que dedicou todo o seu tempo e o seu esforço ao combate à ditadura militar, denunciando os crimes, as torturas e cedendo a Sé para as manifestações políticas e ecumênicas pelos desaparecidos políticos e pela anistia. Um dos cinco maiores templos góticos do mundo, a catedral foi reaberta em 2002, após três anos de reformas, e voltou a ter missas diárias. Além disso, agora há visitas monitoradas aos domingos, das 12h às 13h. É em frente à Catedral da Sé que fica o Marco Zero da cidade de São Paulo. O pequeno monumento de mármore em forma hexagonal, construído em 1934, traz um mapa das estradas que partem de São Paulo com destino a outros estados. Cada um dos seus lados representa simbolicamente outro estado brasileiro: o Paraná (araucária), Mato Grosso (vestimenta dos Bandeirantes), Santos (navio), Rio de Janeiro (Pão de Açúcar e suas bananeiras), Minas Gerais (materiais de mineração profunda) e Goiás (bateia, material de mineração de superfície).
Catedral da Sé
Praça da Sé, s/n - Centro - São Paulo (Metrô Sé)
Tel.: (11) 3107-6832
Horários: Durante a semana aberto das 8h às 19h
Missa: às 12h e às 18h
Sábado: Aberto das 8h às 17h
Missa: às 12h
Domingo: Aberto das 8h às 13h e das 15 às 18h
Missas: às 9h, 11h e 17h