PAULISTAS, ALAGOANOS E POTIGUARES SE REUNEM PARA MOSTRAR SUAS HABILIDADES NA ÁREA DA PRÓTESE
As inscrições para as mesas demonstrativas e painéis científicos são gratuitas e vão até o dia 01 de outubro
Precavida, a paulista Diana Capelli Barca, 42 anos, preferiu não correr o risco de ficar de fora e fez sua inscrição com antecedência. Professora de pós-graduação em Prótese Dentária da UNIP que já participou dos últimos Congressos Internacionais da APDESP, apresentará seu trabalho de efeito da deposição de partículas utilizando três jateadores com designs diferentes. "Este estudo avaliou sob a Microscopia Eletrônica de Varredura e EDS os efeitos do tratamento de superfície de uma cerâmica de alumina infiltrada por vidro através do jateamento de partículas de sílica", explica a professora que costuma participar de congressos nacionais.
Da cidade de Natal (RN), Rodrigo Othávio de Assunção e Souza virá pela primeira vez ao Congresso Internacional da APDESP. "Pretendo saber mais sobre as tendências dos sistemas cerâmicos", diz o estreante. Com 28 anos, o doutorando no Programa de Pós-Gradução em Prótese Dentária da UNESP e professor de Prótese Dentária da Faculdade Federal de João Pessoa (PB), costuma participar de congressos da Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas (APCD), International Association for Dental Research (IADR), Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica (SBPqO), UNIP e UNESP, entre outros.
Para mostrar seu trabalho e aprender com os outros que estarão expostos, a alagoana Celina Wanderley de Abreu também é novata no Congresso Internacional. Porém, com 27 anos, ela já exibiu seu conhecimento em Águas de Lindóia, Campos de Jordão, Miami e Canadá. "Para o 11o Congresso vou levar uma análise extensométrica da deformação óssea após a aplicação de carga axial estática aplicada em infraestrutura metálica numa prótese de três elementos sobre implantes cone Morse", detalhou.
Aluno de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Odontologia Restauradora – Especialidade em Prótese Dentária (UNESP), Humberto Lago de Castro acredita que a troca de conhecimentos entre profissionais é sempre de grande valia. Pela primeira vez participando do evento da APDESP, o jovem costuma apresentar trabalhos em reuniões e outros congressos da SBPqO e IADR e (GBRPI), assim como Priscilla Cristoforides. A TPD de São José dos Campos mostrará seus trabalhos de alterações na rugosidade superficial de resinas acrílicas termicamente ativadas e polimerizadas por micro-ondas após desinfecção por composto ozonificado.
Mesas Demonstrativas
Além dos painéis científicos, as inscrições para as mesas demonstrativas também estão a todo vapor. Uma delas é do TPD ceramista de Santo André, Anderson de Paula Ferreira, 25 anos, que vai expor alguns casos de cerâmica, macros em modelos de gesso e enceramento. "Agradeço a oportunidade de poder participar desse grande evento e espero ter reconhecimento dentro da área", finaliza.
Para estimular a participação, o departamento responsável vai presentear os inscritos com adesões ao Congresso: uma inscrição para painel, ganha uma adesão. Já a inscrição para a mesa, ganha duas adesões.
Como o espaço para este ano será limitado devido à grande procura nos últimos anos, não deixe para fazer sua inscrição na última hora. O prazo é até o dia 01 de outubro e o custo é zero. Entre em contato com o departamento responsável formado por Adriano Morita e Vagner Mezzarana pelos telefones (11) 3742-6378 - Adriano, (11) 4412-8321 - Vagner, ou pelos e-mails vagner.laboratorio13@gmail.com e amabru@ig.com.br.

A professora de pós-graduação em Prótese Dentária, Diana Capelli Barca, já esteve nos últimos congressos da APDESP e pretende levar para seus trabalhos clínicos as novidades que encontrar no evento desse ano

"Pretendo saber mais sobre as tendências dos sistemas cerâmicos", diz o estreante Rodrigo Othávio de Assunção e Souza, de Natal (RN)

Celina Wanderley de Abreu, de Maceió (AL), estreia no Congresso Internacional com uma análise extensométrica da deformação óssea
DESTAQUE NACIONAL
Importante seminário ganha adeptos e um amplo debate num assunto abrangente. Será uma grande atração no temário científico
Com o sucesso obtido no Cursão 2008, a APDESP incluiu na programação científica do 11º Congresso um seminário que será conduzido por um mediador. Intitulado "Das Próteses Unitárias ao Edentulismo Total na Implantodontia", quem assume a missão é o cirurgião-dentista, Oswaldo Scopin, mestre e doutor em prótese pela UNICAMP.
Há quase 20 anos na área, Scopin diz que o advento da Internet permite o acesso à ciência a todos que sabem utilizar essa ferramenta. "Dessa forma, muitos técnicos se isolam em seus laboratórios, mas a participação em eventos do setor é imprescindível para o aprimoramento profissional e não só no aspecto científico. Nessas ocasiões temos a oportunidade de conhecer novos profissionais e encontrar amigos", reforça.
Segundo Scopin, esse formato de seminário permite desenvolver um determinado tema. "O assunto em pauta é apresentado de forma compacta e concisa destrinchado em tópicos passíveis de discussão, o que acrescenta muito conhecimento para quem participa ou ministra. A vantagem é que a visão ampla de um mesmo assunto exposta e debatida, onde mais de um ponto de vista é levantado, gera estímulos dentro da mente de cada participante", diz.
Scopin comenta que a tendência na odontologia atual une cada vez mais dentistas e técnicos do planejamento a finalização de cada caso. "Definitivamente, TPDs e CDs devem pensar em um mesmo conceito de abordagem interdisciplinar. Técnicos em prótese dentária têm que participar de todas as etapas. Por isso, devemos enfocar na odontologia multidisciplinar", acredita. Como coordenador científico do CIOSP, o CD considera a montagem da grade científica de qualquer evento de grande porte um trabalho árduo, como é o caso do Congresso Internacional. "A odontologia brasileira é recheada de grandes profissionais inovadores e criativos, que ocupam lugar de destaque na elite odontológica mundial. A APDESP fez um trabalho magnífico com relação à sua programação científica", ressalta.
O seminário do qual Oswaldo Scopin será mediador terá a dupla Marcelo Calamita e Christian Coachman na apresentação do tema "O papel decisivo do TPD no planejamento interdisciplinar". Calamita, que tem dedicado décadas ao estudo da prótese dentária e convivido com grandes técnicos ao longo destes anos, diz que estar neste evento será uma imensa honra. "Venho participando dos congressos da APDESP desde 1990 e tenho notado um crescimento contínuo, tanto em número de participantes quanto na qualidade da programação científica. Sempre com grandes autoridades mundiais da prótese dentária, a grade também tem apresentações de altíssimo nível", diz. Marcelo afirma ainda que este Congresso nada fica a dever aos grandes eventos mundiais, ao contrário, "serve de exemplo".
Sobre a participação dos TPDs no tratamento dentário, Marcelo acredita que deve ser dado poder de decisão ao TPD pela capacidade que ele tem de agregar informações. "Os dentistas precisam ter humildade para ouvir e considerar as opiniões dos TPDs com a atenção devida. De modo que o trabalho flua, é fundamental a parceria com benefícios mútuos, sem submissão de parte alguma".
Christian Coachman, que se considera mais TPD do que CD, estreia na grade de palestrantes do Congresso com grandes expectativas. Para ele, é uma honra ser reconhecido pela comunidade onde cresceu, e participar como ministrador em um evento que proporcionou-lhe conhecer grandes nomes do mercado. Após quatro anos trabalhando nos Estados Unidos, com Dr. Henry Salama e David Garber, Coachman garante que os profissionais brasileiros não devem nada a nenhum outro. Aproveitando o recente retorno, o TPD conta que em Atlanta, gerenciava uma clínica com cerca de 100 funcionários e finalizada os trabalhos em cerâmica. "Éramos cinco TPDs e fazíamos em média 250 elementos por mês", explica. Seus trabalhos personalizados custavam de US$ 500 a US$ 800 o elemento, dependendo da característica do caso.
DESTAQUES INTERNACIONAIS
Profissionais de renome internacional estão presentes na grade científica do Congresso
O JAPONÊS YOSHIMI NISHIMURA, especialista em Estética é uma das atrações internacionais da grade científica do 11º Congresso Internacional. O TPD sabe que os técnicos brasileiros são altamente experientes, dispõem de muito conhecimento e são reconhecidos no mundo inteiro pela qualidade dos seus trabalhos. Em entrevista à APDESP Informa, Nishimura falou sobre seu laboratório e se mostrou ansioso com a participação no evento, afirmando que este "contribuirá, sem dúvida, para o desenvolvimento da odontologia mundial".
APDESP Informa - Como e quando o senhor iniciou a carreira como técnico dental?
YOSHIMI NISHIMURA - Um amigo de meu irmão mais velho se tornou técnico dental e recomendou a profissão.
APDESP Informa - Quais dificuldades o senhor encontrou no início da carreira?
YOSHIMI NISHIMURA - Não me recordo de ter enfrentado grandes problemas.
APDESP Informa - O senhor utilizou alguma técnica específica ou padrão técnico para os seus trabalhos estéticos?
YOSHIMI NISHIMURA - Eu não uso nenhuma técnica específica. No entanto, ao me verem trabalhar, as pessoas podem até pensar que eu adoto várias técnicas especiais.
APDESP Informa - O seu laboratório realiza a sequência completa do trabalho ou existem partes do processo que são terceirizadas?
YOSHIMI NISHIMURA - Executamos todos os processos de laboratório, com exceção de prótese total em placa de metal e soldagem a laser.
APDESP Informa - Em sua empresa, qual a diferença entre o preço de uma coroa metal-free (livre de metal) e o de uma restauração metalocerâmica (PFM)?
YOSHIMI NISHIMURA - É de cerca de 10 mil ienes.
APDESP Informa - O senhor ministra cursos para grupos de estrangeiros em seu laboratório?
YOSHIMI NISHIMURA - Sim, recebemos alguns pedidos do gênero, porém até o momento não oferecemos cursos.
APDESP Informa - Qual é o nível técnico dos ceramistas japoneses em geral?
YOSHIMI NISHIMURA - É muito complicado julgar e depende do critério. Contudo, penso que os ceramistas japoneses possuem um nível bastante avançado em termos mundiais.
APDESP Informa - O senhor foi convidado para integrar a programação científica do Congresso da APDESP em São Paulo, o maior Congresso de Prótese do mundo. Quais são as suas expectativas para o evento?
YOSHIMI NISHIMURA - Estou honrado com o convite. Espero que este encontro revele-se uma importante força propulsora para o desenvolvimento da odontologia global, de maneira a contribuir para a sociedade mundialmente.
APDESP Informa - Envie uma mensagem aos técnicos brasileiros.
YOSHIMI NISHIMURA - Farei o meu melhor em minha apresentação no Brasil e aguardo ansiosamente por todos os técnicos.
DR. EDWARD MCLAREN É DENTISTA PROTESISTA E ESPECIALISTA EM CERÂMICA, escreveu mais de 50 artigos e publicou um livro sobre suas técnicas e pesquisas sobre os temas de interesse. Atualmente é diretor do Centro de Odontologia Estética da UCLA (Universidade da Califórnia), a qual oferece residência em tempo integral no assunto e ainda mini-residência para dentistas praticantes. Também é diretor do programa UCLA Master Ceramist, que oferece treinamento em tempo integral e mini-residência para Técnicos Dentais.
Em entrevista concedida à APDESP Informa, Dr. McLaren na oportunidade em viagem pela Austrália, encontrou um tempinho para contar um pouco sobre seu trabalho.
APDESP Informa - Quantos anos de profissão?
EDWARD MCLAREN - São 26 anos.
APDESP Informa - Você atua mais como TPD, CD ou professor?
EDWARD MCLAREN - Tenho três empregos fixos, sou protesista, ceramista e professor.
APDESP Informa - Quando e onde se interessou pela prótese dentária?
EDWARD MCLAREN - Sou detalhista, adoro detalhes e a Arte da Prótese.
APDESP Informa - Como surgiu o interesse pela área estética, foi motivado por algum fator?
EDWARD MCLAREN - Acho divertido criar e inventar, pois a estética é diferente para cada paciente.
APDESP Informa - Teve alguém como inspiração?
EDWARD MCLAREN - Pessoas inovadoras são minhas fontes de inspiração.
APDESP Informa - Você é uma das estrelas mais esperadas do congresso, qual sua expectativa como palestrante pela primeira vez aos técnicos brasileiros?
EDWARD MCLAREN - Gostaria que os participantes pudessem absorver e aprender algo comigo e que possam aplicar no seu dia a dia.
APDESP Informa - Como diretor do centro de odontologia estética da UCLA e professor, ainda encontra tempo para clinicar?
EDWARD MCLAREN - Sim, com residentes na UCLA estou mais envolvido com pacientes do que quando clinicava, é mais divertido, e o desafio é maior, pois o tempo todo estou envolvido com seus problemas. Ainda atendo pacientes de forma privada, mas obviamente, bem menos do que anteriormente.
APDESP Informa - Fale um pouco sobre "the skeleton build-up technique", como a desenvolveu.
EDWARD MCLAREN - Vou deixar esta resposta para o curso, pois sem as imagens as palavras perderiam seu sentido.
APDESP Informa - Como é o mercado americano em relação a valores praticados para metalocerâmica e metal free, entre eles qual a maior porcentagem?
EDWARD MCLAREN - Estimo que 80% dos trabalhos em anteriores são feitos em metal free e 70% dos posteriores em metalocerâmica.
APDESP Informa - Fale sobre a tendência da área estética, zircônia, alumina, captek ou outros nos EUA e fora.
EDWARD MCLAREN - Claramente a tendência mundial se volta para Zircônio. Alumina ainda é forte, mas seu uso começa a diminuir.
APDESP Informa - O que pretende mostrar na sua aula para os brasileiros?
EDWARD MCLAREN - Meus tópicos serão técnicas cerâmicas para facetas e coroas metal-free, também darei dicas sobre cimentação e que todo ceramista deveria conhecer.
APDESP Informa - Você conhece trabalhos dos TPDs brasileiros?
EDWARD MCLAREN - Sim, já vi trabalhos brilhantes feitos por ceramistas brasileiros, e são de nível internacional.
APDESP Informa - Uma mensagem aos técnicos brasileiros.
EDWARD MCLAREN - Estou ansioso para rever velhos amigos e fazer novas amizades. Desejo que a APDESP obtenha grande êxito em nível sócio-educacional no seu evento, e que os participantes saiam do mesmo "com as baterias a toda força" para utilizarem na sua profissão